António José Seguro congratulou-se com o acordo europeu para a Grécia, dizendo que o Governo português tem agora a “oportunidade” de pedir a mesma solução de “mais tempo e menos juros”.
“É um acordo que me deixa muito satisfeito. Em primeiro lugar, porque finalmente a União Europeia chegou a acordo para a situação difícil por que está a passar o povo grego e fundamentalmente porque a solução passa por mais tempo e menos juros”, afirmou, relembrando que é isso que defende “há muito tempo” para Portugal.
“Portugal, para fazer uma boa consolidação das suas contas públicas, para cumprir os seus compromissos, necessita de mais tempo e menos juros. O primeiro-ministro, que tem estado resignado, que tem estado calado, tem agora uma oportunidade para defender bem os interesses de Portugal, isto é, exigir no mínimo igualdade de condições para Portugal”, defendeu.
O secretário-geral do PS acrescentou que, “a confirmar-se, será uma boa notícia para Portugal”, já que não retirou “essa confirmação” das palavras do presidente do Eurogrupo no final da reunião de Bruxelas da noite passada.O líder socialista lembrou, também, que em julho passado CDS e PSD votaram contra um ponto de uma resolução socialista que “exigia que houvesse mais tempo e menos juros a pagar por Portugal”.
“Portugal pode e deve vir a beneficiar de melhores condições para garantir um ambiente mais favorável para o crescimento económico”, declarou, dizendo que o Governo deve explicar a Bruxelas que Portugal quer cumprir os seus compromissos, mas “as condições desse cumprimento devem ser adaptadas à realidade”, que mudou desde o início do ajustamento financeiro e que o país sairá da crise por via do crescimento e não da “austeridade custe o que custar”.
Por fim, António José Seguro sublinhou que sempre defendeu “uma luta política contra” o Orçamento do Estado: “O PS opõe-se a este Orçamento, considera que é mais um instrumento da política de austeridade custe o que custar que em vez de resolver os problemas do país os tem vindo a agravar. É no terreno político que continuarei a lutar contra este Orçamento”.
“A política de austeridade custe o que custar tem um efeito bastante recessivo na economia. Já aconteceu este ano e vai acontecer com certeza para o ano. Isso significa que terá de haver mais austeridade. E mais austeridade não resolve os problemas do país, pelo contrário, agrava os problemas do país”, defendeu, referindo que Portugal tem hoje a mais elevada taxa de desemprego “da sua história” e que “a economia continua a cair”.
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