terça-feira, 6 de março de 2012

POSIÇÃO DO PS SOBRE A REFORMA ADMINISTRATIVA LOCAL

O PS defende uma verdadeira reforma administrativa, com respeito pelas realidades locais, pela autonomia autárquica, e pela verdadeira cidadania.
O PS propõe uma reorganização do território a partir de baixo para cima, isto é, com o envolvimento das populações. Nas zonas urbanas e nas sedes de concelho é perfeitamente possível reduzir o número de juntas de freguesias. Mas queremos que isto seja feito com atenção à qualidade do serviço prestado, que melhore esse serviço, e o torne mais eficiente, e sim, mais poupado. Mas não é cortando o País a régua e esquadro que se consegue trazer Portugal de novo para o caminho do crescimento e do emprego.

sexta-feira, 2 de março de 2012

UMA MÁ NOTÍCIA

http://www.publico.pt/Política/reforma-autarquica-aprovada.

Um dia triste para o poder local, baluarte da democracia na sua forma mais pura e participativa. De facto, esta reforma, claramente para a “alemão ver”, feita de forma cega e de costas voltadas para os cidadãos, nada muda em termos de redução da despesa pública e apenas afasta, ainda mais, os cidadãos da participação política e cívica.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Da liberdade


O conceito de liberdade é usado com frequência nas suas diferentes acepções conforme o jeito que dá àquele que dela faz uso, servindo para justificar a sua ideologia e enfatizar uma suposta irrefutabilidade das suas ideias; uma espécie de “Brand Name” para conferir credibilidade.
Vivemos num Estado Republicano (espero que a palavra signifique ainda alguma coisa às pessoas), laico e que assenta, no pós 25 de Abril, no estado social como premissa inalienável.
Também é valor desta democracia que a nossa liberdade acaba quando, pelo uso da mesma, anulamos a liberdade dos outros. Ao privarmos os outros de liberdade estaremos a entrar no campo da libertinagem.
Uma das bandeiras deste neoliberalismo que comanda o nosso país e a lógica europeia (lógica Merkozy) é a liberdade do mercado. O mercado auto-regulado deu os resultados que se conhecem com o subprime americano, que num tsunami progressivo, está a varrer o mundo.
Um estado mínimo não é sinónimo de nação eficiente. Um estado deve diminuir as suas gorduras - Estaremos de acordo nesse ponto. Mas não deve ser mínimo como entidade reguladora, e responsável por domínios que se querem públicos. Eficientes, mas públicos!
O mercado auto-regulado é sem dúvida sinónimo de uma libertinagem económica. Aqueles que num dado momento se conseguiram evidenciar e se tornar mais fortes, partem de situação privilegiada, com vantagem competitiva e logo dominantes, anulando qualquer tentativa de outros em competir em situações de igualdade.
A chamada liberdade económica anula a liberdade dos outros, cria, de forma crescente, desigualdade competitiva.
A liberdade apregoada não é liberdade! É libertinagem económica. É o fim do estado social, o fim da verdadeira liberdade.
O Estado social aliado a uma regulação forte do mercado, permite um maior equilíbrio de forças, e que os pequenos não sejam engolidos por cada vez menos elites, mas mais poderosos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS

O Partido Socialista de Condeixa acusa o executivo da Junta de Freguesia do Furadouro (PSD) de estar a fazer “uma gestão eleitoralista dos fundos financeiros e subsídios que recebe” e de se limitar “à gestão corrente, concretizada, apenas, na realização de pequenas obras de manutenção e limpeza de caminhos, sendo que a maioria das obras assume um carácter direccionado, servindo um reduzido número de habitantes da freguesia”.
A denúncia surge após uma reunião da Concelhia socialista com militantes e simpatizantes do partido, realizada no âmbito da iniciativa “Encontros com as Freguesias”, promovida pela estrutura liderada por Nuno Moita da Costa.“No encontro foi efectuado um diagnóstico da situação actual da freguesia, nomeadamente ao nível das obras e melhoramentos prometidos, tendo-se concluído que estão muito longe de estarem concretizados, em particular, no que concerne à criação de condições para o reforço da rede eléctrica, à criação de condições para instalação de pontos de água, ao início, prometido, do alargamento da Associação Desportiva e Cultural, cujo projecto foi concluído pelo anterior executivo da Junta liderado pelo Partido Socialista, e à concretização das prometidas obras de alargamento e reforço das estradas e caminhos da freguesia”, salienta uma nota da concelhia socialista.
O PS mostra ainda “o mais profundo repúdio” pelo que diz ser “uma gestão eleitoralista dos fundos financeiros e subsídios que recebe”, “que contraria princípios que devem nortear a gestão autárquica”.A perspectiva da reunião, asseguram os socialistas, centrou-se na “procura de ideias e soluções que permitam alavancar e potenciar, em termos económicos, sociais e culturais, as características endógenas da freguesia de Furadouro, nomeadamente ao nível da capacidade turística”.A melhoria das condições de acesso à Senhora do Circulo e às Grutas (Buracas), a criação de um parque de merendas e de meios de informação turística, foram ideias apresentadas.
As alterações à divisão administrativa do país, propostas pelo actual Governo e que constam do chamado “ Livro Verde”, prevêem a extinção da freguesia de Furadouro. “O Partido Socialista de Condeixa está claramente contra esta reforma administrativa, que sob um manto ilusório de poupança, pretende acabar com freguesias de baixa densidade populacional, potenciando claramente o isolamento das mesmas e consequente desertificação das zonas interiores do país”, sustenta a Concelhia do PS, que regista dos participantes no encontro "o voto claro contra a extinção da freguesia”.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A redução de funcionários nas autarquias


O Governo pretende reduzir em cada autarquia cerca de 2% do número total de funcionários. Esta medida pretende diminuir o peso dos custos elevados com pessoal que as autarquias detêm.
Estou de acordo que os níveis de eficiência destas têm de ser superiores seguindo a velha máxima “fazer mais com menos”, proporcionando, se possível, mais serviços com menos recursos, poupando, evidentemente, o erário público.
Também me parece que um cálculo em percentagem (2%) confere proporcionalidade tendo em conta a dimensão do mapa de pessoal de cada autarquia e a dimensão do concelho.
No entanto, esta relação entre número de funcionários e número de habitantes do concelho não é linear. Concelhos de dimensões semelhantes, em número de habitantes, mesmo até com tipologias geográficas e sociológicas semelhantes, têm muitas vezes rácios díspares.
No final de 2010, a média nacional relativa a este rácio, fixava-se nos 19,6 trabalhadores por cada mil habitantes (tendo crescido relativamente a 2009 devido às autarquias terem assumido funcionários respeitantes à educação). Condeixa-a-Nova registava nesse ano um rácio de 12,6 trabalhadores por cada mil habitantes (64% da média nacional).
Este rácio, não fazendo toda leitura, é pelo menos um indicador (como haverá outros) do nível de eficiência da autarquia, e pode servir como base de trabalho, para uma solução mais justa na atribuição dos cortes. Não me parece justo, nem benéfico para as populações (ou até para a mensagem subliminar que dá aos políticos), que autarquias mais eficientes tenham igual corte em relação àquelas que tiveram uma cultura mais despesista. Deve-se cortar mais nas autarquias menos eficientes (obrigá-las a repensar a sua política) e aliviar o corte naquelas que ao longo do tempo mostraram preocupação com o nível dos gastos e o seu nível de endividamento.
Penso que esta análise, com base neste rácio e noutros mais ou menos objetivos, deve ser feita a bem da razoabilidade e da equidade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Orçamento Participativo Jovem

"A experiência é pioneira a nível nacional e tem como objectivo convidar os jovens a «participarem activamente no desenvolvimento do concelho», dando o seu contributo para a «construção do futuro», ao mesmo tempo que se aumenta a «participação cívico-política». Jorge Bento, presidente da Câmara de Condeixa, apresentou a ideia e a Assembleia Municipal apadrinhou-ahttp://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=16172&Itemid=111»

Enquanto proponente, no passado, da criação do Conselho Municipal da Juventude e actual vereador da Câmara não posso deixar de sentir orgulho em ter participado nesta iniciativa inovadora.A qual , não tenho dúvidas, será um marco para o futuro, quer no que respeita à forma de fazer política, quer no reforço da participação cívico-política da nossa juventude.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As Boas Festas Possíveis

É difícil desejar um feliz Natal em 2011 e um bom ano 2012, num ano em que foi aprovado um Orçamento de Estado, que penaliza fortemente os funcionários públicos e os pensionistas, em que o Governo assume uma postura de Director Geral, que tudo faz para agradar o patrão Alemão e sua agenda liberal - a caminho do Estado mínimo.

O PS manteve a sua postura de seriedade face à dimensão do problema financeiro e económico que afecta toda a Europa, apresentou propostas credíveis e alternativas que equilibrariam os sacrifícios, que todos sabemos que o País terá que suportar, mas o governo manteve a sua postura fechada e ideologicamente centrada, baseando o orçamento no empobrecimento acelerado país e na redução do papel do Estado-social.

Por tudo isto, não se espera que 2012 seja um ano fácil, mas estamos a iniciar um novo ciclo no PS, encabeçada pelo nosso Camarada António José Seguro, que tem demonstrado elevada postura de Estadista e certamente saberá conduzir o PS na luta pelo ideário de Esquerda, em que mais que os números interessa as pessoas, sem esquecer, evidentemente, o equilíbrio financeiro das decisões.

Neste sentido, imbuídos desta esperança de mudança desejamos a todos um Feliz Natal e Excelente 2012.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Importante Iniciativa

Esta ligação é tambem importante para o Concelho de Condeixa, pela maior integração rodoviária que irá permitir.Neste sentido o PS de Condeixa alia-se a esta iniciativa.

SEM RUMO

Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã-Público_19/12/2011"